Quinta-feira

 
It's people scattered on the floor,
Cool war kids are running out of time,
It's such a shame to see,
It's such a shame to feel the way,

The sun comes streaming throught the clouds,
Dust and dirt are settled all around,
I hear the same old words,
I see the same old warning scars,

We're out of luck this time,
We've fallen apart,
We're out of luck this time,

Tears are rolling down my face,
Feeds the fear that's running through the stream,
And oh I don't wanna feel,
But I don't wanna feel this way,

We're out of luck this time
...
 

Terça-feira

Quando num espaço de cerca de 1,5m por 2m não existe espaço para se falar de coisas insignificantes, das nossas pequeninas coisas que não passariam disso(pequenas), nem todo o espaço do Mundo teria esse espaço.
Quando tão próximos não nos ouvimos (ou não nos queremos ouvir) o melhor espaço que nos podemos dar é o tempo. 
E talvez o tempo nos dê esse espaço, ou talvez nos aumente a distância.

Sexta-feira


I've been twisting and turning,
In a space that's too small.
I've been drawing the line and watching it fall,
You've been closing me in, closing the space in my heart.
Watching us fading and watching it all fall apart.



Well I can't explain why it's not enough, Cause I gave it all to you.
And if you leave me now, oh just leave me now.
It's the better thing to do,
It's time to surrender,
It's been to long pretending.
There's no use in trying,
When the pieces don't fit here anymore, Pieces don't fit here anymore.

Well you pulled me under,
I had to give in.
Such a beautiful myth,
Thats breaking my skin.
Well i'll hide all the bruises,
I'll hide all the damage thats done.
But I show how Im feeling until all the feeling has gone.

Ooh don't missunderstand,
How I feel.
Cause I've tried, yes I've tried.
But still I don't know why, no I don't know why.
I don't know why

Segunda-feira

Viver a dois não é fácil. Melhor: saber viver a dois não é nada fácil. Porque não queremos abdicar da nossa independência, do que somos, da nossa forma de falar, da nossa forma de estar. Ceder não é assim tão simples. Não responder não é assim tão simples. Virar costas não é assim tão simples. Pedir desculpa não é assim tão simples.
Dizem-se coisas feias, coisas más, coisas que guardámos e que se transformaram, coisas que sabemos que vão magoar, coisas parvas.
Reclama-se por isto e por aquilo, porque sim e porque não.
É o almoço, é a loiça, é a roupa, é a tampa da sanita.
Mas temos as idas à praia à 01h00 da manhã de pijama, as voltas à cidade às 02h00, as corridas que ele dá para que o autocarro pare e espere por mim. Temos as conversas de café, de tudo e nada, de nós e do mundo. Temos as canções fora de tom, as manhãs na ronha, as bardajices que acho que só nós poderemos ter. Afinal, "só se estraga uma casa".

Aventura 
2. Feito extraordinário. 
2. Caso inesperado que sobrevém e que merece ser relatado



E não será esta a maior aventura das nossas vidas? 



Domingo



WE ARE YOUNG

Give me a second i
I need to get my story straight
My friends are in the bathroom
Getting higher than the empire state
My lover she's waiting for me
Just across the bar
My seats been taken by some sunglasses
Asking 'bout a scar
And i know i gave it to you months ago
I know you're trying to forget
But between the drinks and subtle things
The holes in my apologies
You know i'm trying hard to take it back
So if by the time the bar closes
And you feel like falling down
I'll carry you home

Tonight
We are young
So let's set the world on fire
We can burn brighter
Than the sun

Tonight
We are young
So let's set the world on fire
We can burn brighter
Than the sun

Now i know that i'm not
All that you got
I guess that i
I just thought maybe we could find a ways to fall apart
But are friends in back
So let's raise a cup
Cause i found someone to carry me home

Tonight
We are young
So let's the set the world on fire
We can burn brighter
Than the sun

Tonight
We are young
So let's set the world on fire
We can burn brighter
Than the sun

Carry me home tonight
Just carry me home tonight
Carry me home tonight
Just carry me home tonight

The world is on my side
I have no reason to run
So will someone come and carry me home tonight
The angels never arrived
But i can hear the choir
So will someone come and carry me home

Tonight
We are young
So let's set the world on fire
We can burn brighter
Than the sun

Tonight
We are young
So let's set the world on fire
We can burn brighter
Than the sun

So if by the time the bar closes
And you feel like falling down
I'll carry you home tonight

Sábado


ausência
s. f.
s. f.

1. Estado ou circunstância de não estar presente.
2. Tempo que dura a ausência.
3. Falta de comparência.
4. Carência.
 
carência
s. f.
s. f.
1. Falta do que é preciso.
2. Necessidade.
3. Privação.

Quarta-feira

Passo demasiado tempo sem aqui vir. Passo demasiado tempo a pensar no trabalho. Passo demasiado tempo a pensar no que sonharia se conseguisse sonhar, ou demasiado tempo a fingir que não sonho. Passo demasiado tempo a pensar por onde posso melhorar. Passo demasiado tempo a passar o tempo sem saber onde. Passo demasiado tempo a fechar os olhos e a fazer de conta que não é tão mau quanto eu possa sentir.  Passo demasiado tempo a tentar ajudar os outros. Passo demasiado tempo a tomar conta dos outros. Aliás, passo tanto tempo a tomar conta dos outros que me esqueço de tomar conta de mim.
... no fundo passo é demasiado tempo a pensar que alguém o vai fazer por mim.

Segunda-feira

Comforting Sound, Birdy 

 Quem me dera que pudessem ver a luz da minha casa neste momento... 

Terça-feira

Olá mãe. 
Como estão as coisas por aí? Por cá está tudo bem! No trabalho tem estado tudo normal, poucas horas, as pessoas são muito acessíveis e deixam-me muito à vontade. A nossa casa está cada vez mais bonita: colorida, pequenina mas com muito espaço, acolhedora e sossegada. É linda! Têm mesmo que a vir ver! A mãe ia gostar de passar cá uns dias. E penso que o pai também, mas menos dias! O Luís então ia adorar passar cá uns tempos, mas mais noites que dias! A Ana nem sei muito bem, mas acho que ia gostar. 
Hoje fui à praia. Levei toalha, máquina e um pequenino livro e sentei-me durante duas horas a olhar para o nada. Soube tão bem. Tinha saudades de sentir o sol assim e de me ver ganhar cor, claro! 
Bom, na verdade estes tempos não têm sido muito fáceis. Nunca o confesso ao telefone nem quando aí vou porque sei que ficariam preocupados. Muitas vezes peço para que percebam no meu silêncio ou tom de voz, sem saber bem se no caso de repararem eu seria capaz de dizer o que realmente sinto. Há por estes lados muitos dias cinzentos. Não fico de muito bem com a vida em alturas de mudanças... a mãe sabe. E não está a ser diferente. Pensei que sim. Pensei que a vida me tinha ensinado a aceitar o que as minhas escolhas traziam com elas com mais calma... mas não. Não tem sido nada fácil. Eu sei que não estou sozinha, mas não sei como me fazer entender, se nem eu mesma me compreendo. Tenho o coração cheio, mas ao mesmo tempo um vazio que se instalou. Sei que também não faço nada para o preencher, que não procuro sequer... às vezes apetece-me baixar os braços e pronto, o mundo que continue sem mim. Sei que me isolo e que dou uma dimensão exagerada às coisas. Dramatizo, não é? Eu sei... 
Esta última semana tem sido muito boa. Espero que continue assim. Depende muito de mim, não é?
Sinto a vossa falta. Sinto falta da aldeia.
Tinha tanto para lhe dizer. Tantas coisas más que tenho sentido. Tanto ódio que tenho alimentado... Se calhar deita-lo cá para fora será a melhor solução... Guarda-lo dentro de nós mata-nos aos poucos, não é, mãe?  

 
 
Apaixonei-me por esta casa
eu não sei viver assim

Terça-feira

Trabalho, literalmente, debaixo do tabuleiro da Ponte do Freixo e moro numa das extremidades da cidade do Porto. Autocarro à porta de casa, Metro um bom bocado mais à frente. Prefiro os transportes públicos por questões óbvias (dinheiro!), embora a viagem fosse bem mais curta se optasse por me meter no carro e seguir viagem. Trabalho por norma apenas durante a tarde. Apanho o autocarro por volta das 14h30, por volta das 14h40 apanho o metro, chego a Campanhã por volta das 14h50 e desço a Rua do Freixo até chegar ao CACE, por volta das 15h00.
Regra geral, nunca saio de casa sem ter tudo arrumado e arejado. Levanto-me, tomo o pequeno almoço, ligo o pc, vejo os meus e-mails, Facebook, blogs e afins e desligo tudo novamente. Arrumo a mesinha que está no centro da sala que fica sempre caótica da noite anterior, ajeito as mantas do sofá e abro as janelas. Vejo se há algo descongelado para o almoço, preparo e deixo ficar. 
Por volta das 19h00 fechamos a porta e marchamos Rua do Freixo acima. Agora a viagem de regresso a casa custa-me mais. Subir custa. Esperar pelo autocarro depois de ter saído do metro também. 
Nunca sei ao certo no que penso enquanto espero. Acho que me perco a pensar em tudo e em nada e no fim, nada guardo, porque normalmente de quase nada me lembro. 
Também não sei bem o que faço ao meu tempo. Deito-me tarde e levanto-me tarde. Ou à vezes nem me levanto tão tarde quanto isso, mas faço tudo e no fundo não faço nada. 
Ontem, chegada a casa um pouco mais cedo, preparei o jantar, jantámos e fomos ao cinema. Esta manhã, levantei-me, tomei o pequeno almoço, liguei o pc e vi os meus e-mails e Facebook, preparei o pequeno almoço do Paulo, tomámos banho e arranjámo-nos. Abri as janelas, não vi se havia algo para o almoço, não reparei sequer nos sofás ou na mesa, não fiz a cama e saímos para passear na praia. 


Segunda-feira

Tenho saudades dos meus irmãozitos mais novos que deixei por lá... Porque me fizeram rir, porque me fizeram chorar, porque lutámos juntos, porque vencemos juntos. 
Saudades, tantas saudades. Mas saber que estão bem deixa-me o coração um poucochinho mais aconchegado.